A atuação do advogado na delegacia de polícia

Periódico Penal

A atuação do advogado na delegacia de polícia
A atuação do advogado na delegacia de polícia

Graduado em Direito pelo UNIARAXÁ, Advogado Criminalista, Especializado em Criminologia pela EDEPE-SP e em Tribunal do Júri pela ESA-SP. Pós graduando em Ciências Criminais. Email: anisiojunior@gileleiteadvogados.com.br

A atuação do advogado na delegacia de polícia

Nós, seres humanos, somos colocados em xeque diuturnamente com ocasiões em que teremos frações de segundos para agir de determinada maneira que, instantaneamente, o resultado poderá ser bem ou mal visto socialmente.

Explico: a ética está presente em nossas vidas, em todas as nossas ações. Alguns filósofos dizem que estamos (como indivíduos) sob uma enorme crise ética contemporânea e, como somos parte de um sistema, nosso país é “coroado” por tal crise . Nesse emaranhado deficitário de valores algumas funções da engrenagem possuem uma responsabilidade social maior, tendo que o advogado criminalista manter-se oposto à corrente do sujo, opaco, precisa ser a tangente a tal crise moral e ética que nos assola.

A atuação do advogado criminalista em sua grande maioria se inicia no momento da prisão em flagrante de determinado indivíduo ou após o pedido de prisão – temporária ou preventiva – que é fruto de uma investigação feita pela autoridade policial. O advogado ao acompanhar aquela determinada pessoa – que recém fora promovida ao status de cliente -, deve se inteirar de tudo que ocorre em razão daquela ação policial, se dirigir ao delegado titular ou de plantão, de maneira gentil e respeitosa, enfatizando que ali haverá um ator que irá assegurar todos os direitos constitucionalmente protegidos ao acautelado – e cliente – pelo Estado. E esse primeiro passo que é de suma importância para a definição do estereótipo, da face, da “fama” que a classe advocatícia terá frente à sociedade em seu todo, ali estarão presentes delegados, escrivães, estagiários, secretárias, familiares de presos, populares em busca de informações, ali estará o povo.

O advogado tem que, sobretudo, conhecer as regras do jogo, pois se do contrário, estará atuando de maneira inconsequente e antiética, e são justamente essas atividades negativas que se propagam como rastro de pólvora, de maneira absurdamente rápida.

 

[[1]]A Crise Moral Contemporânea.  https://www.youtube.com/watch?v=RBWH9_xZLlI

 

Periódico Penal

Graduado em Direito pelo UNIARAXÁ, Advogado Criminalista, Especializado em Criminologia pela EDEPE-SP e em Tribunal do Júri pela ESA-SP. Pós graduando em Ciências Criminais. Email: anisiojunior@gileleiteadvogados.com.br

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