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Com cinco acadêmicos da ABL, Fliaraxá realiza homenagem aos 180 anos de Machado de Assis
Cultura

Com cinco acadêmicos da ABL, Fliaraxá realiza homenagem aos 180 anos de Machado de Assis

Com cinco acadêmicos da ABL, Fliaraxá realiza homenagem aos 180 anos de Machado de Assis

O Brasil vivia sob o reinado do jovem D. Pedro II quando, em 21 de junho de 1839, nascia Machado de Assis, aquele que é considerado o nosso maior escritor. Veio ao mundo em berço humilde, de raça negra, filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis. Ficou órfão de mãe ainda criança e, vivendo no Morro do Livramento do Rio do Janeiro, teve grande dificuldade de ter estudos regulares. Aprendeu o suficiente para com 15 anos publicar seu primeiro trabalho literário, o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.”, no Periódico dos Pobres.

Passados exatos 180 anos, sua vida e obra é celebrada em 2019 numa homenagem do Festival Literário de Araxá, realizada no imponente Tauá Grande Hotel, com a presença de cinco membros da Academia Brasileira de Letras. Além do seu presidente Marco Lucchesi, participaram Zuenir Ventura, Ignácio de Loyola Brandão, Antonio Carlos Secchin e Antônio Torres. A atividade contou também com a presença do ator Thiago Lacerda, que leu trechos da obra do “Bruxo do Cosme Velho”.

A solenidade foi coordenada pelo fundador e curador do Festival, o escritor Afonso Borges. A ideia do formato, segundo ele, surgiu há um ano atrás, quando definiu-se Machado de Assis como Patrono da 8a Edição do Festival e foi possível “graças à generosidade de Thiago Lacerda, que veio para Araxá participar deste momento histórico”.

A presença dos acadêmicos se justifica pela importância que Machado de Assis teve para a literatura mundial. O Patrono do Fliaraxá foi o principal organizador da Academia Brasileira de Letras, que nasceu no dia 20 de julho de 1897, sendo fundador e o primeiro a ocupar a presidência, onde ficou por 10 anos. A sede da entidade leva o nome de Casa de Machado de Assis.

 

 

Imortais comentam obras de Machado

Escolhidos pelos acadêmicos presentes, cada conto lido por Thiago Lacerda ganhava um comentário após a apresentação. Os caminhos de análise foram variados: psicanalítico, social, pessoal, histórico. Os vários machados foram sendo mostrados para o público que lotou o Teatro Tiradentes.

Inácio Loyola fez um paralelo do conto “A Cartomante” com um drama pessoal vivido por sua família que teve uma tia em depressão pela perda de um namoro. O último romance escrito por Machado de Assis, “Memorial de Aires”, foi escolhido por Zuenir Ventura por tratar do tema da velhice. O acadêmico considera o texto melancólico, como se fosse de despedida, pois foi escrito no ano da morte do escritor. “Por isso, fiz essa escolha, talvez mais por não gostar do que por gostar do tema do livro”.

“Memórias Póstumas de Brás Cubas” foi o escolhido por Antônio Torres, que aproveitou do texto para falar de um Machado de Assis político, que fazia uma crítica social e tinha compromisso com sua classe e raça. No comentário, o acadêmico fez referência à Confederação dos Tamoios e ao líder indígena Cunhambebe. “Trouxe esse conto como exemplo claro que Machado nunca fugiu ao tema social, pelo contrário”, concluiu Torres.

Antonio Carlos Secchin fez a mais longa e profunda análise. Tratou das relações de paternidade envolvidas entre Machado de Assis, José de Alencar e seu filho Mário de Alencar. Mostrou que o primeiro tinha grande referência no autor de “Iracema”, tanto que o escolheu para ser seu patrono na cadeira da ABL. Da mesma forma, foi a inspiração para Mário, a quem ajudou a entrar na Academia, numa espécie de retribuição familiar.

Encerrando o ato, o presidente da ABL, Marco Lucchesi, falou mais do Machado de Assis como seu antecessor no cargo. Defendeu que os princípios plantados pelo autor de “O Alienista” estão sendo rigorosamente cumpridos. “Machado era antes de tudo um conciliador, um construtor de convergências. Só assim, foi possível fundar a nossa entidade envolvendo de forma harmônica monarquistas e republicanos. (Kerison Lopes)

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